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Eu estou tão cansado... Cansado de sentir medo, cansado de ficar paralisado e não agir... Estou tão cansado, mas não pra dizer que eu estou indo embora... É correta a afirmativa que uma pequena mudança hoje nos acarreta um futuro totalmente diferente... E é por isso que eu estou indo embora... Eu nao preciso mais de voce, eu nao te ouço mais... Vc ainda nao foi embora, e nunca irá, conviverá comigo a vida toda... Mas hoje eu venci, se por acaso o destino me derrubar, tenho a convicção de que tentei... Estou indo embora e tentarei enterrar vc aqui, ou pelo menos parte de ti.. Quem é vc?? De muitos nomes vc é chamada... Mas pra mim nao importa mais, pois estou indo embora.,.. Adeus, minha companheira de tantos anos, aqui jaz vc, enclausurada em um redemoinho de incertezas... Ate nunca, e que este nunca seja menos breve do que eu imagino...
Escrito por Danilo Hassui às 05h16
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Autor: Danilo Hassui
"Quem eu sou"

Danilo Minoru Hassui, 21 anos d vida, muito prazer...
Um homem com ideal tem um barco no coração e uma bússula na cabeça. Por isso, não há tempestade que o afunde ou lhe tire do rumo certo!
Nada nem ninguem pode me dizer que meus sonhos sao impossiveis, por mais inatingiveis que parecam ser, nem eu mesmo. Sei que a vida esta mais para uma floresta densa e perigosa do que para um caminho reto e ladrilhado, mas nessa longa e ardua epopeia meu escudo eh a feh e minha espada meus ideais, sao as armas mais poderosas jah imaginadas pelo ser humano, nada pode dete-las ou impedi-las de cumprirem seu proposito!
Mas nao se engane nobre leitor, nao sou tao corajoso assim, alias nao sou nem um quinto do que eu deveria ser, tenho receio, tenho medo! Eh valida a afirmativa de que o medo me mantem vivo, contudo ele me consome, o medo de amar, de mudar, de dizer a verdade, de viver, d errar e fracassar, ele deve ser destruido se eu realmente quiser viver a vida de verdade, ou pelo menos controlado! Mas a fraqueza que eu sinto nao quer dizer que eu nao seja forte...
Aprendi com o passar do tempo que existem muitas formas de se enxergar o mundo e que a minha forma nao serve de modelo para ninguem alem de mim, erramos ao querer mudar as pessoas, a diversividade eh o grande tesouro de nossa sociedade, kda um trilha seu caminho de forma independente, e quem sou eu para opnar ou governar a vida dos outros???
Prezo pela liberdade, não a troco por nada, acima dela só existe a vida com esperança, porque uma vida sem esperança não vale ser vivida, é sinonimo de morte... Liberdade na minha concepção é viver sem ter vergonha do que os outros pensem de vc, eh poder ser autentico não eskecendo e não tendo vergonha de suas raízes...
Criar expectativas sobre as pessoas é um péssimo hábito, ciclicamente acabamos sofrendo decepçoes quando enxergamos com os olhos da verdade e não com os olhos do coração, este, embora o mantenha no caminho certo, te cega, te confunde, ele é essencial para o ser humano, todavia perigoso! É como a consciência, deve ser escutado com cuidado!
Estado eh um orgao que deveria morrer, soh quando este deixar de existir poderemos alcançar um nivel maior de liberdade, toda forma de poder eh uma forma de opressao, mas ate lah, nossa liberdade de expressao sera limitada, usaremos drogas como anestesico, como uma vã tentativa de curar essa sociedade doente, podre... e tentamos manter a paciencia misturada com uma vaga esperanca insaciavel...
De hoje em diante cada dia vai ser o dia mais importante
Que eu seja humilde nos obstaculos e fracassos; mas que eu não oculte dos meus olhos o prêmio que virá com a vitória
Que eu tenha o hábito de tentar sempre e sempre
Que meus dias sejam suficientes para alcançar meus objetivos e que eu viva este dia como se fosse o último dia
Que eu esteja sujeito ao ódio para que este não seja um estranho a mim, mas que minha taça se encha de amor para transformar estranhos em amigos
Que eu me torne a mudança que busco no mundo
Que eu tenha sempre o vento em minhas costas, que o sol ilumine a minha face e que os ventos do destino me levem para bem alto, para dancar com as estrelas...
e assim descançar em paz...
Escrito por Danilo Hassui às 19h40
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Autor: Fernando Pessoa
"Encerrando Ciclos"

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Escrito por Danilo Hassui às 17h29
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Autor: Danilo Minoru Hassui
Sem Título
Não possuo qualificação para escrever uma históri
a verdadeira sobre o amor, isto se deve pelo singelo fato de que eu não terminei a minha história ainda, todavia posso afirmar com convicção que o amor é um jogo, digo isso por empirismo próprio.
Passei a minha vida inteira neste jogo, querendo descobrir quem será a última princesa a ser salva, a menorzinha e mais preciosa, aquela que estava escondida dentro das outras desde o início. É uma pena que não possamos ir direto a ela, temos que abrir caixa por caixa, uma por uma, até encontrá-la, toda história tem um começo, meio e fim, e a minha, não poderia ser diferente.
Fechei os olhos e pensei em todas as mulheres que tive, pensei também naquelas em que apenas desejei, lembrei-me de como todas as histórias começaram, se desenvolveram e terminaram.
Por que enlouqueço quando penso nisso? Quanto tempo já desperdicei pensando nesse assunto? Se eu estou sozinho me queixo: Será que vou encontrar alguém? Se estou com alguém me questiono: Será que é ela? Será que ela me ama como eu a amo? E por fim, quando tudo termina penso: Dá para amar várias pessoas em uma única vida? Por que nos separamos? Dá para consertar as coisas quando se estragou tudo?
A verdade é que todas às vezes em que estive com alguém ou me permiti imaginar com uma pessoa, sempre pensei: Eu vou encontrar alguém melhor... Mas o provisório às vezes dura, permanece veemente muito mais do que planejávamos. O que era pra ser só um passeio, torna-se um passeio maior, e caso deixamos ele crescer, torna-se uma viajem, uma viajem sem destino e por estradas sinuosas e perigosas.
Faço essas viagens em busca da mais viciante, inebriante, sedutora, a melhor droga já descoberta pelo homem: a paixão.
É curioso falar sobre paixões, elas são tão intensas, vem repentinamente e mexem no âmago da sua alma, todavia não se esvaem tão facilmente. Por mais que se deseje que ela se extingua sempre fica um resquício, a
paixão é a mola propulsora do homem sem ela a vida não tem calor, não tem sentido,
é o nosso combustível, nosso oxigênio é o que há de mais nobre em nossa alma, é a nossa bússula, contudo, assim como alimenta nossa alma, nos consome, nos devora, toda droga tem seus efeitos colaterais.
Fechei os olhos novamente, agora o que eu vejo é o começo de cada romance que tive. Ah! Como é maravilhoso o primeiro beijo. É doido como esses momentos tão ridículos são tão fortes, uma coisa que dura dois segundos e marca o resto da vida, a partir desse momento você nunca mais será o mesmo. Os grandes romances, as novelas, os contos de fadas são felizes porque terminam neste ponto. Não mostram como a rotina pode ser a grande vilã, a devoradora de relacionamentos. Viramos reféns da rotina. Mas, talvez, as misérias do cotidiano façam parte do amor.
É terrível mas não sei se consigo mais acreditar...
Entretanto não desisto tão facilmente, vou continuar a abrir as caixas, uma após a outra e sempre me perguntando: esta será a última?
Escrito por Danilo Hassui às 15h31
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Quem é você?
Quem é você?
Pergunta singela, não? Resposta complexa. Um simples “quem é você?” revela muito mais do que um nome, uma profissão, uma idade ou uma característica, na realidade a resposta desta questão tem uma gama, talvez, até irrelevante de respostas. Ou seja, na realidade esta pergunta existe, mas não para se ter uma única resposta e sim para a reflexão do que ela significa.
A priori, compreenda: o ser é algo único. Uma pessoa é um centro de convergência de culturas, credos, incertezas e toda uma parafernália psicossomática inerente ao ser humano. É tangido por 6 bilhões de outros centros tão semelhantes e ao mesmo tempo tão singulares o que nos leva a um infinidade de pensamentos e reflexões existentes nesse mundo tão grande. Todavia, somos envoltos por uma praga, um flagelo, algo horrendo que está destruindo aquilo que temos de mais singular, seu nome é massificação. Seja por homens ou pelos meios de controle indireto, estamos sendo sugados em direção a um enorme buraco negro, onde nem a luz conseguirá sair. Somos persuadidos por mensagens subliminares que penetram na nossa mente e nos escravizam, como um veneno que foi injetado sem a nossa permissão e agora se difunde no sangue, escravizando-o. Onde aprendemos essa tão voraz necessidade de "ter", "querer", "ser" (inerentes a massa)? De onde surgiram esses desejos?
Perceba, o “ter”, “querer” e o “ser” perderam seu significado. As pessoas não “têm” o porquê desejam “ter”, elas “têm” porque "ter" significa ser espelho de comparação, significa que eu estou superior a quem não “tem” e faço questão de todos saibam disso, ou seja, uma pessoa, e infelizmente isso é visto como normal, compra um sentido e não um objeto, e ela o faz por duas principais razões: consumismo e posse do objeto de inveja do próximo. Nosso querer está corrompido, estamos anestesiados num mundo capitalista, onde queremos tanto e podemos pouco. Pior, somos viciados em querer, somos manipulados com slogans de sucesso, bem estar e tudo mais, apenas por ter um objeto, imagine, que ser racional é esse que acredita que uma simples matéria vai mudar de alguma forma o seu caminho? O ser é ofuscado em conseqüência desse homem, é banido para um estado minúsculo, é colocado no automático onde é imantado para a órbita da ignorância, do saber comum; sua unidade fica atirada ao nada.
Agora, não é difícil entender por que o ser humano está assim. Por exemplo, existem pessoas que adoram, e não é exagero da palavra, televisão (digo, aquelas que passam grande parte do seu tempo livre assistindo t.v.). Parece haver um imã para ficarmos sentados na sala, sem fazer nada, só assistindo..., parece tão bom, o tempo passa tão rápido, nossos programas favoritos nos cativam, mas por que? Por que assistir t.v. é tão bom? É simples: assistir televisão é uma prova cabível de tudo o que é massificado, somos compelidos a não pensar, ou você filosofa enquanto assiste novela?, somos compelidos a não fazer esforço, o fato de assistir t.v. é tão simples, você senta escolhe um canal e assiste a vida de outro, assiste os supostos pensamentos de outro, você na verdade, como se estivesse caindo em uma enorme teia, torna aquilo que assiste seu, você torna seu pensamento, você se torna aquilo. Mais, assistir t.v. denota o fato da facilidade a qual estamos envolvidos, não há esforço em olhar, até se comparado a um livro assistir é mais cômodo, você é passivo nessa ação e isso é irresistível para aqueles que amam o pouco esforço. É claro que não estou falando que assim t.v. é algo abominável, mas o que digo é tomar ela como um meio de norteamento sobre como ou o que se quer da vida é impensado.
Destarte, um singelo “quem é você?” pode ajudar a definir o que realmente se está fazendo com a vida. A indagação dessa pergunta remete o ser a vários questionamentos, como: “se eu não sou aquilo que eu uso, se eu não sou aquilo que eu faço, aquilo que eu tenho, o que eu sou? Todavia, poucos percebem a complexidade dessa reflexão, o fato de conseguir anular essas simples indagações já diminui, consideravelmente, o número de respostas, ou seja, você pode não saber quem é você, mas já sabe o que não é. E é isso que faz toda a diferença, o fato da reflexão o torna diferente da maioria das pessoas, é incrível imaginar que pessoas passem anos, até vidas sem se questionar, sem refletir sobre, por exemplo, o que norteia seu certo e errado ou a decisão de suas escolhas? O conjunto disso tudo é você. É claro existem pessoas que são planas, sem conflitos, estáveis, pessoas essas que adotam como fonte de sabedoria o popular estilo americano, aquele onde um ciclo de muita festa e cerveja é idolatrado. Perceba, que não acho errado ir a uma festa ou tomar uma cerveja, o que critico é o ter que ir em uma festa, o ter que beber, as pessoas não percebem o quão ignorante é fazer algo sem vontade mas por imposição, ou seja, pessoas bebem porque beber remete ao fato supostamente imposto de aproveitar a vida e não o fazem por vontade de beber. Ao contrário, existem pessoas que pensam, que refletem sobre a vida, pessoas que percebem que não sentido em "ter" sem propósito, não há sentido em passar a vida se escondendo de alguém que não se pode esconder: você mesmo. Sendo assim, o simples “quem é você?” tem como função não definir, mas nortear um encontro consigo mesmo, possibilitar uma indagação da vida, dos objetivos, o que é certo para cada um. Assim, talvez, fazendo isso possamos escapar desta órbita lamuriante ao qual o ser humano está sendo imantado, usando a coisa pela qual nos diferenciamos dos animais irracionais, talvez, possamos mudar esse destino ignóbil para qual estamos sendo sugados.
Categoria: Filosofia
Escrito por lourielthon às 00h21
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K-Pax
K-Pax

Ontem assisti a um filme chamado K-Pax.
O filme me prendeu muita a minha atenção. não pelos efeitos especiais ou pelas cenas de ação, este filme basicamente é muito parado, todavia de um conteúdo analítico excelente.
Ele conta a história de um homem que afirmava não ser pertencente a este planeta, dizia ser oriundo de um lugar mais evoluído, de outra galaxia, e assim que seu tempo na Terra se extinguisse ele retornaria a seu planeta.
O interessante é como ele narra sua terra natal, dizia ele que:
Em K-Pax, as crianças não são educadas pela sua família, não ficam presas dentro de casa, são educadas por toda comunidade, elas circulam entre as pessoas livremente, cada pessoa ensina algo a ela, ela aprende com todos.
Em K-Pax não existem leis, não existem regras, esta raça acredita que toda a criatura nasce sabendo o que é certo e o que é errado, não existe punição ou qualquer tipo de coação para que a população não cometa crimes, vem do interior de cada um o senso de direito e justiça, toda criatura possui desde o começo de sua existência este senso.
Afirmava ele ser de uma sociedade aonde não existiam fronteiras, toda espécie era uma nação só, sem preconceito, sem guerras. Uma sociedade perfeita.
Logo em seguida, após assistir a este filme, assisti o longa metragem Diamante de Sangue, que apresenta a trajetória de dois africanos, um branco e um negro, um em busca de um enorme diamante e outro de sua família, respectivamente.
Este filme mostra totalmente ao contrário de K-Pax, mostra a sociedade podre em que vivemos, mostra até aonde pode chegar a ganância humana, uma crueldade sem limites.
Uma luta por riqueza, aonde não importa o meio de a atingir, não importa se será necessário escravizar, explorar, matar, o que importa é conseguir diamantes, acumular riqueza, para depois trocá-la em armamento pesado, financiando a guerra através do sangue do povo.
E é assim que nossa sociedade vive hoje, todos pensando em acumular riqueza, em explorar, em se dar bem com o menor esforço possível, geralmente a custas do proletariado, já não existem mais empresários como Robert Owen.
Infelizmente nossa sociedade hoje, assemelha-se muito mais com aquela apresentada no filme Diamante de Sangue do que da sociedade do filme K-Pax, talvez um dia, com muita luta e revoluções, isso mude e nossos netos possam viver num mundo parecido com aquele descrito na canção de John Lennon, Imagine.
Categoria: Filmes
Escrito por Danilo às 18h07
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A Corrente do Bem
A Corrente do Bem
Trevor Mckinney, personagem do célebre filme A Corrente do Bem, interpretado por Haley Joel Osment, o fenômeno do drama, nos oferece uma lição de vida, nos dá uma lição de moral sem precedentes, apresenta uma idéia utópica mas que ao mesmo tempo é totalmente possível.
Trevor Kckinney teve uma idéia brilhante, sua teoria era muito simples todavia totalmente eficiente, funcionava da seguinte forma:
A idéia é baseada em três premissas: fazer por alguém algo que este não pode fazer por si mesmo; fazer isso para três pessoas; e cada pessoa ajudada fazer isso por outras três. Assim, a corrente cresceria em progressão geométrica: de três para nove, daí para 27 e assim sucessivamente como na imagem infra:

Assim dentro de um curto lapso temporal o mundo inteiro seria solidário, criaria-se uma corrente do bem a nível mundial, tornando a sociedade em que vivemos bem mais humana.
Um ideal tão simples, uma idéia a qual todos nós poderíamos executar facilmente e que mudaria o mundo, seria como a teoria do caos: o leve bater de asas de uma borboleta num determinado lugar do mundo poderia gerar uma movimentação de ar que, intensificada, desencadearia a alteração do comportamento da atmosfera da Terra em localidades distantes, podendo causar um tufão no outro lado do mundo.
A imensa maioria da população deste planeta sonha com a paz mundial, é claro que sempre tem uns doentes que querem dominar o mundo, mas tirando eles, um dos sonhos da humanidade é a paz mundial, a união de todos. Assim sendo, por que afirmamos a paz mundial ser o grande sonho de todos? Uma vez que não façamos absolutamente nada para atingí-la, não tentamos executar nem idéias tão simples, fáceis, não precisava nem seguir a corrente do bem, bastava respeitar o próximo e suas diferenças, bastava eliminar o preconceito, já seria um ótimo começo!
Categoria: Filmes
Escrito por Danilo às 18h00
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Em busca da Terra do Nunca
Em busca da Terra do Nunca

Em busca da terra do nunca (Finding Neverland), trata-se de uma biografia do ilustre dramaturgo britânico J.M. Barrie, criador do mítico personagem Peter Pan, longa metragem dirigido por Marc Foster.
Com interpretações de primeira e forte carga emotiva. O diretor Marc Forster quer provar um ponto de vista. Não somente o filme acarreta uma interessante perspectiva sobre o processo criativo, mas como tenta trazer abaixo qualquer tentativa de subtexto possível na fábula original. "Em Busca da Terra do Nunca" quer devolver a magia para o espetáculo.
Após a sua peça derradeira se revelar um fracasso colossal, o dramaturgo James Matthew Barrie (Johnny Depp), decepciona-se com a seriedade e a cerimônia da perspectiva da imprensa e da platéia sobre como deveria ser o espetáculo teatral. Tentando escrever uma outra peça para redimir-se com o produtor (Dustin Hoffman) acaba cruzando o caminho da viúva Sylvia (Kate Winslet) e seus quatro filhos. A convivência com a família é irresistível para Barrie que, em suas brincadeiras com as crianças, remete-se a uma verdadeira válvula de escape para sua imaginação, em troca, a família encontra em Barrie um benfeitor, cujas brincadeiras servem para curar as feridas causadas pela perda do pai e da incerteza de seu futuro. A maneira como "Em Busca da Terra do Nunca" nos mostra esse envolvimento, transferindo os personagens constantemente para o mundo de imaginação sugerido por Barrie consegue apelar para a criança sonhadora que existe dentro de todos. O jovem Peter é, de todos, o mais afetado pela ausência do pai e interpreta a intromissão de Barrie como uma tentativa de substituição da figura paterna, uma espécie de sublimação de seus sentimentos e mais algumas questões complicam ainda mais o relacionamento dos dois. Barrie, Sylvia e os meninos tornam-se inseparáveis, o que causa estranheza a mãe de Sylvia, da esposa de Barrie (Radha Mitchell) e, principalmente, da sociedade careta e escrota.
Qual é a formula de Peter Pan? O que temos que fazer para não crescer jamais? De que modo podemos continuar crianças para brincar e jogar de forma ininterrupta? Todas as pessoas que conhecem e admiram a história desse notável personagem da literatura infanto-juvenil e mundial teriam que usar a fórmula adotada pelo próprio Peter Pan para estender por períodos mais longos a sua infância. Infelizmente o elixir da juventude ainda não foi inventado e o máximo que temos conseguido fazer é esticar nossas peles para que possamos manter a sensação de juventude e frescor.
Aliás, o sonho de Peter Pan tem perseguido a humanidade desde o princípio da consciência dos homens. Queremos todos vencer a morte, a infelicidade, a dor, o abandono, o desmazelo e todas as desgraças que teimam em continuar nos perseguindo ao longo de nossas vidas. Queremos o belo, a eternidade, a saúde plena, a integridade e a companhia freqüente de nossos melhores amigos.
Quando conseguimos brincar com as idéias, criar mundos, dar vida a personagens e traduzir tudo isso em histórias deliciosas como Peter Pan ou como as obras de gênios da literatura do porte de Monteiro Lobato, Charles Dickens, Júlio Verne ou Mark Twain (entre outros), adentramos realmente o mundo da fantasia e prolongamos nossa meninice. "Em Busca da Terra do Nunca" é uma oportunidade única e valiosíssima de aprender a fórmula da juventude pois nos conta o percurso de criação da história de Peter Pan por James Barrie.
Raríssimas histórias foram tão esmigalhadas por leituras freudianas do que "Peter Pan". Repentinamente, não se tratava mais de uma fábula sobre a vitória dos sonhos num mundo cínico, mas uma metáfora, entre outras coisas, pedófila, aliás, não demorou para que se determinasse uma "Síndrome de Peter Pan" para explicar por que diabos aquele seu tio com mais de 40 anos ainda não saiu da casa dos pais. "Em Busca da Terra do Nunca" vai tomar as dores da super-dissecada peça de James Barrie, defendendo a pureza da história com a mesma agressividade daqueles que tentaram esmiuçá-la em simbologias sexuais de qualquer sorte.
Categoria: Filmes
Escrito por Danilo às 17h59
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V de Vingança
V de Vingança

Existe uma certa aversão natural de grande parte do público em relação aos filmes adaptados de histórias em quadrinhos. Eles seriam simplesmente oportunistas, marqueteiros e espetaculosos, de acordo com uma platéia, digamos, menos ligada à cultura pop. Todavia, V de vingança trata-se de uma exceção, ação, aventura, ficção científica, política, crítica social, romance se entrelaçam em um enredo espetacular, com uma direção cinematográfica de primeira.
A trama se passa num futuro não muito distante, época em que o mundo vê a Inglaterra se reerguer outra vez como uma poderosa potência global, com força ainda mais poderosa da que possuía durante o imperialismo. Principalmente depois que os EUA perderam uma grande guerra, uma espécie de quarta guerra mundial. Porém, o poder inglês é absolutista e corrupto, para variar.
Não por acaso, seu líder maior, Adam Sutler é chamado como Chanceler, cargo que ocupava Adolf Hitler. As cores do governo são negro e vermelho, cores do Nazismo. E, como acontece em todas as ditaduras, os meios de comunicação são amplamente dominados pelo Estado através de uma dura repressão. Neste panorama assustador, surge pelas ruas londrinas a enigmática figura de V (Hugo Weaving, o Agente Smith de Matrix), uma espécie de super-herói mascarado, culto e perturbado, que em sua primeira aparição faz lembrar uma mistura de heróis, parece com o zorro e com o neo. Mas, se Neo tem a Trinity e Zorro tem o criado Bernardo como confidentes, V terá como parceira a bela Evey (Natalie Portman), uma singela funcionária da televisão inglesa, mas com um passado dos mais amargos, como não poderia deixar de ser. Quando V salva a vida de Evey nas escuras ruas de Londres, ambos se conectam de maneira irreversível, claro, nenhuma história é completa sem ter um romance. Tornam-se amigos de uma maneira singular, cúmplices e parceiros no grande plano de V: explodir o edifício do Parlamento Britânico e por a baixo a ditadura.
"Destruir um prédio vai fazer deste mundo um lugar melhor?", pergunta a cética Evey. "Um prédio é um símbolo. Destruí-lo também", ensina V.
Este pensamento remete ao filme clube da luta, quando o personagem esquizofrênico representado por Edward Norton e Brad Pitt colocam em cinzas prédios que simbolizam a grandeza e a riqueza do capitalismo, como uma forma de absolvição da ditadura do meio capitalista imposto a nós.
Em V de Vingança, nota-se um analogismo enorme em relação ao fato ocorrido em 11 de Setembro. Primeiro, a óbvia questão do prédio e sua destruição como símbolos. Depois, V também tem uma data simbólica, 5 de novembro, que ele usará como marco inicial de uma nova era. No filme, o ditador poderoso comanda ataques terroristas, põe a culpa nos muçulmanos e se apresenta como salvador da pátria, objetivando assim concentrar mais e mais poderes em suas mãos. Da mesma forma que não foram poucos os que consideraram a possibilidade do próprio George W. Bush ter facilitado os ataques de 11 de setembro, também ter colocado a culpa nos muçulmanos, para assim obter passe livre para roubar o petróleo do Iraque e invadir o Afeganistão. Adam Sutler, assim como Bush, também manipula o medo para governar.
"O povo não deveria temer seus governantes. Os governantes que deveriam temer o povo", diz o personagem título, que usa a letra "V" dentro de um círculo vermelho como símbolo. De cabeça para baixo, a marca se transforma no velho e conhecido ícone da Anarquia.
Com a promessa e destruição do prédio símbolo do poder inglês, acontece uma revolução popular, aonde as pessoas saem nas ruas e enfrentam o exército que fica estático perante a grandeza de tal manifestação e a falta de comando de seu líder, abatido por V.
O povo passa a agir, todos estavam insatisfeitos, tinham convicção que a realidade era uma ditadura, uma farsa, entretanto, como todo governo ditatorial o comando era exercido a base do medo, da coação e coerção, o povo não vislumbrava uma maneira de por a baixo o sistema, até a aparição de V, que se torna rapidamente, mesmo com as mentiras impostas pela mídia em um grande herói nacional, mundial.
V de vingança faz uma crítica colossal a sociedade hipócrita que está instaurada hoje, e quanto a nós? Somos capazes de fazer sequer a nossa revolução pessoal? Garanto que esta história não tem só como escopo vender, ou ser mais um filme de ação, ela tem como meta mobilizar o povo a ter um ensaio de lucidez...
Categoria: Filmes
Escrito por Danilo às 17h56
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Uma Vida Sem Limites
Uma Vida Sem Limites

Uma vida sem limites foi a que Bobby Darin com toda certeza viveu!
Bobby Darin desde seu nascimento, enfrentou diversas dificuldades, a começar quando, ainda em sua infância, o médico após examiná-lo, constatou que ele sofria de problemas cardíacos e lhe estimou pouco tempo de vida, devido tamanha a gravidade da enfermidade que o corroia. Por isso decidiu viver a sua vida de maneira muito intensa, da forma mais intensa possível, viveu como se todo dia fosse o dia mais importante, como se fosse o seu último.
Bobby é um exemplo de superação de sensibilidade, que encontra forças em suas lembranças de infância, que ele nunca esqueceu, para enfrentar a vida com alegria e acima de tudo muito talento.
Entretanto, Bobby foi um conquistador, um vencedor nato, pra começar venceu a infância, infância tal extremamente difícil, porque além de ficar recluso por causa da doença, sem poder brincar como os outros garotos, não teve pai, o seu genitor o abandonou juntamente com sua amada mãe, todavia esta era incrível e supriu a falta dele, foi ela que o ensinou a cantar e dançar.
Bobby cresceu em um bairro pobre, e mesmo contra as recomendações do médico e da sua mãe de não fazer muitos esforços, tornando-se mais tarde umas das maiores estrelas da América.
Depois de um início de carreira pouco promissor, ele estourou com a peça "Splish Splash", que o levou ao topo, canção a qual foi escrita em muito pouco tempo e de improviso. Mas Bobby queria ser mais do que ser apenas um astro pop, queria ser reconhecido, ter renome, queria tocar e cantar músicas de verdade, músicas que ele e a nata da sociedade consideravam boas e passa então a se dedicar às melhores produções da Broadway, compondo e cantando músicas do estilo de Frank Sinatra, seu grande ídolo e símbolo.
Em grande estilo, Bobby queria se tornar maior que seu ídolo, assim sendo parte para o cinema para ganhar mais prestígio e fama e em um desses filmes conhece seu grande amor, a fascinante jovem Sandra Dee,
Sandra Dee era a queridinha, a atriz mais cobiçada, mais almejada pela América, contudo Bobby com seu estilo confiante e arrojado a conquistou e se casou com ela, embora a amasse de verdade, Bobby começa a brilhar mais do que sua companheira no cinema, concorre ao Oscar, e seu brilho apaga o da sua mulher, talvez tenha sido este o grande, o maior problema de relacionamento que os dois enfrentaram, a estrela de Darin ofuscava a da sua esposa.
O sempre insatisfeito Darin depois se envolveu com música folk e política, interpretando canções que denunciavam a guerra do Vietnã. Já que sabia que tinha pouco tempo para realizar seus feitos devido a grave doença que sempre o perseguiu.
Cantor, compositor, ator e um dos ídolos mais populares entre os adolescentes durante os anos 50. Darin atingiu sucesso em tudo que fez, no cinema, na música, na política e no amor, embora tenha enfrentado muitos problemas com a sua família, não dando a atenção necessária a ela, volúvel, Bobby era do tipo que se deixa levar por seu amor pela profissão, sua ambição e sua absoluta necessidade de perfeição. Isolado e confuso, depois de envenenar a sua vida privada, foi obrigado a confiar nos seus amigos, na família e no seu extraordinário talento, para acalmar os seus demónios e aceitar quem é e o que a sua vida significou.
Depois de velho, descobre que a sua suposta irmã mais velha era na verdade sua mãe, que teve ele ainda jovem e não pode assumi-lo devido ao fato de ser mãe solteira e não saber quem era o pai de Darin, isso com certeza foi uma das maiores decepções de sua vida.
Ele é interpretado por Kevin Spacey no filme Uma vida Sem Limites, longa metragem que é uma espécie de cineografia do astro Bobby Darin.
O filme é extremamente cativante e contagiante, com cenas musicais e interpretações geniais de Kevin Spacey, vale a pena conferir.
Categoria: Filmes
Escrito por Danilo às 17h26
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Vanilla Sky
Vanilla Sky

Tom Cruise, protagonista do longa metragem, interpreta David Aames, um playboy egocêntrico que se envolve com qualquer garota que lhe chame a atenção, mas que jamais permite que um relacionamento mais profundo se desenvolva, é um verdadeiro "caçador". Certo dia, porém, ele se apaixona por uma espanhola, Sofia (Penélope Cruz), que lhe é apresentada por seu melhor amigo, Brian (Lee). Sem se importar com o fato de que o próprio Brian parece estar interessado em Sofia, David flerta com a moça, acabando se apaixonando por ela em uma única noite. Isto desperta os ciúmes de Julie (Cameron Diaz), com quem ele transa ocasionalmente. Totalmente fora de controle, esta provoca um grave acidente que lhe custa a vida e deixa seu ex-amante desfigurado, completamente deformado.
Passam-se meses e nenhum cirurgião consegue restaurar a fisionomia de David. Sofía não quer nem olhá-lo. Num momento de desespero, ele toma um porre e acaba dormindo na sarjeta.
A partir de então, tudo parece sofrer uma transformação, esatamente como um sonho. Sofía o ama, aceitando ele mesmo desfigurado, os cirurgiões desenvolvem pesquisas e reconstrõem o seu rosto, mas algo há algo estranho no ar. De uma hora para outra Sofía desaparece e, em seu lugar, aparece o rosto de Julie, que afirma ser Sofía, com um documento de identidade em seu nome.
É nesse momento que David cai num abismo de seu pior pesadelo, não entendendo nada do que se passa, não conseguindo distinguir se perdeu o juízo ou se há uma trama para enganá-lo fica louco, até que surge o suporte técnico, que explica que tudo aquilo não passava de um sonho, que haviam se passado vários anos desde a sua morte e que se ele quisesse poderia ser descongelado, sair do sonho e voltar a viver uma vida de verdade, e é o que David escolhe.
Sem sombra de dúvidas, Vanilla Sky é um dos melhores filmes que assisti, esta versão que estou comentando é a mais recente, existe uma outra, em espanhol que é mais antiga, não a assisti ainda por isso não falarei a seu respeito.
Primeiramente, gostaria de ressaltar um pequeno significado que captei durante o filme, o amor perfeito não existe na vida real, pelo menos não para 99,99% das pessoas comuns, aliás, até no sonho lúcido ele não existe!
David e Sofia se apaixonaram no instante em que se conheceram, talvez pelo fato das duas pessoas serem atraentes, bem vestidas, muito bem afeiçoadas, todavia, a partir do momento em que David fica com o rosto desfigurado o amor de Sofia se esvai junto com a beleza dele, tanto que quando David pede pra ficar com ela, Sofia diz: " talvez em outra vida, quando nós dois fomos gatos". Ou seja, o amor não supera tudo!
Outro ponto abordado brilhantemente pelo filme é o ciúmes. O ciúmes, representado por Julie, é um dos sentimentos mais fortes do homem, mais forte até que a paixão, mais forte que o amor doentio de Julie por David, ela foi capaz de se sacrificar e desfigurar David em troca de vê-lo com outra mulher. O ciúmes é um sentimento corrosivo, se deixarmos ele nos dominar, ele acaba conosco.
O sonho lúcido é muito semelhante a idéia de um céu, um lugar perfeito, um sonho lindo e eterno, onde todos seus maiores desejos se tornam realidade e você vive ele como se fosse real.
Entretanto, por que David preferiu voltar a vida ao invés de continuar sonhando? Uma vez que todos os problemas que ele possuía iriam acabar, ele se tornaria feliz eternamente ao invés disso ele escolheu voltar a um futuro incerto, onde não possuía mais dinheiro, todos seus entes queridos haviam falecidos. Por que ele quis voltar a realidade?
Talvez seja pelo fato de nós meros mortais gostarmos de viver a vida humana,que é totalmente imprevisível e não vermos graça na vida de um Deus, como no filme Tróia, quando Aquiles fala pra Prisei: " Os deuses nos invejam, eles nos invejam porque somos mortais, porque qualquer momento pode ser o último, tudo é mais bonito e estamos fadados a isto, nunca ficará mais bela que está agora, nós nunca mais estaremos aqui...".
Categoria: Filmes
Escrito por Danilo às 14h31
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Deus é o ópio do povo!
Documentos recentemente estudados mostram terem sido os hindus os prováveis colonizadores do Egito. A documentação demonstra que o conhecimento deles nasceu do saber hindu, incluindo sua religião.
Estudos foram realizados para unir as crenças entre os deuses orientais e o judaísmo. Vejamos, por exemplo, as palavras Ahoura-Mazzda e Jeová, que significam “O que é”. Partindo de velhas lendas orientais, e baseando-se na origem comum da palavra, foi compilado o Gênese, numa tentativa de explicar a criação do mundo. Segundo o Zend-Avesta, o Ser Eterno criou o céu e a Terra, o Sol a Lua, as estrelas, tudo em seis períodos, aparecendo o homem por último.
O descanso foi posto no sétimo dia. Manu havia ensinado, muito antes, que no começo tudo era trevas, quando Bhrama dispersou-as, criou e movimentou a água, em seguida produziu os deuses secundários, os anjos dirigidos por Mossura, os quais posteriormente se rebelariam contra Deus. Veio então Shiva, e os prendeu no inferno. Shiva tornou-se a terceira pessoa da Santíssima Trindade Bhramânica em conseqüência das sucessivas invasões bárbaras sofridas pela Índia. Os bárbaros, crendo em Shiva, o deus da lascívia e da sensualidade, impuseram sua inclusão, surgindo assim a trindade divina de Bhrama.
Manu ensinara igualmente que Deus criara o homem e a mulher, fazendo-os apenas inferior a Devas, isto é, Deus. O primeiro homem recebera o nome de Adima ou Adam, e a primeira mulher, Heva, significando o complemento da vida. Foram postos no paraíso celeste e receberam ordem de procriar. Deveriam adorar a Deus, não podendo sair do paraíso. Mas, um dia, indo ver o que havia fora dali, desapareceram. Bhrama perdoou-os, mas expulsou-os, condenando-os a trabalhar para viver. E disse que, por haverem desobedecido, a Terra se tornaria má, porque o espírito do mal dela se apoderara.
Entretanto, mandaria seu filho Vishnu que, se encarnando em uma virgem, redimiria a humanidade, libertando-a definitivamente do pecado da desobediência.
Ormuzd teria prometido ao primeiro casal humano que, se fossem bons, seriam felizes na terra. Mas Arimã mandou que um demônio em forma de serpente aconselhasse a desobedecerem a deus. Comeram os frutos que Arimã lhes deu, acabou a felicidade humana, e todos os que nascessem daí em diante seriam infelizes. Sendo levados cativos para a Babilônia, os judeus ali encontraram tal lenda. Libertos, voltando à Judéia, trouxeram essa crendice, como também a crença da imortalidade da alma e da vida futura, dos espíritos bons e espíritos maus, surgindo daí os anjos Gabriel, Miguel e Rafael, os querubins e serafins. Nasceu daí o mito do diabo, o anjo rebelado.
A palavra paraíso é o termo persa que significa jardim. Os persas, os hindus, os egípcios e os gregos acreditavam no paraíso. Da mesma forma, todos eles acreditavam no inferno. Entretanto, as crenças antigas desconheciam os castigos eternos, que foram criados pelo cristianismo, aliás, uma das poucas coisas originárias dessa crença. Também o purgatório, naturalmente, é outra novidade do cristianismo, sendo desconhecido do judaísmo. A idéia do purgatório vem de Platão, que havia dividido as almas em puras, curáveis e incuráveis.
Os filhos de Adima e Heva haviam se tornado numerosos e maus. Por isso, Deus mandou o dilúvio para matá-los. Mas deu ordem a Vadasuata para construir um barco e nele entrar com a família, devido ao fato de ser um homem virtuoso. Deveria levar consigo, além da família, um casal de cada espécie de animal existente: esta é a história do dilúvio relatada nos Vedas, e que foi incluída na Bíblia dos cristãos.
Ramatsariar conta que Adgitata, protegido de Bhrama por ser um homem de bem, teve um filho que nasceu tão milagrosamente como Jesus. Entretanto Bhrama, para experimentá-lo, lhe ordena que sacrificasse o filho. Ele obedece, mas Bhrama impede-o no momento exato. Seu filho seria o pai de uma virgem a qual, por sua vez, seria a mãe do deus-homem.
José e a mulher de Putifar foi a cópia de uma velha lenda egípcia, conforme documentos recentemente traduzidos. Era uma história intitulada “Os dois irmãos”.
Alguém é capaz de notar algo familiar nessa crença? Não está muito claro, contudo, se vocês prestarem muita atenção, mas muita atenção mesmo irão ser capazes de observar uma pequenina, quase ínfima semelhança com o velho testamento.
As origens do cristianismo repousam, incontestavelmente, nas lendas e crenças dos deuses mitológicos, não apenas dos judeus, mas também de outros povos.
Pregando por meio de parábolas, os sacerdotes no brahamismo se faziam necessários para esclarecer o sentido das mesmas. Assim se justificava o pagamento com as esmolas dos crentes. Ensinavam religião e se apoderavam do dinheiro. Suas terras e os templos já eram isentos dos impostos. O sumo-sacerdote não se casava e era venerado como um deus.
Desde há muito a religião tem servido para moderar os impulsos humanos, sobretudo daqueles que pertencem a uma classe social menos favorecida. Saliento o prejuízo que o mundo tem sofrido com o rebaixamento mental imposto com as crenças e superstições religiosas, com o que o conhecimento sofre uma estagnação sensível.
Escrito por Danilo às 11h17
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Deus é o ópio do povo! (continuação)
Quantas pessoas através da história e até hoje não matam, morrem são perseguidas em nome de um DEUS?
Os judeus sendo comerciantes por excelência, perceberam que a religião poderia se tornar uma boa mercadoria, através da qual adviria o domínio de muitos povos e vontades. Desta forma, tendo compilado o que julgaram mais interessante ou mais proveitoso em relação aos seus propósitos, passaram a difundir pelo mundo as suas idéias religiosas. Com isto, o conhecimento e a razão foram substituídos pelas crendices e superstições religiosas.
No entanto, o homem tem se deixado levar pelas crenças e práticas religiosas sem que nenhum benefício lhe seja dado em retribuição além de um simples conforto que ao cabo de sua árdua vida vai ter um repouso merecido. O homem tem feito tudo para si mesmo, apesar de sua religiosidade. A única classe beneficiada realmente com a religião é a dos sacerdotes, que se não fosse às generosas doações humanas achariam digamos, pouco recíproco dedicar à vida deles a um deus que nada lhe dá em troca!
O homem teme o desconhecido e por conseguinte teme a morte, se todos tivessem certeza absoluta que existe um paraíso e que este é um lugar infinitamente melhor do que a Terra, não teríamos medo de morrer, qual o problema de você se deslocar da Terra, onde você tem que trabalhar, onde existe miséria, morte, injustiça para um lugar perfeito? Ah! Com toda certeza existe algo errado nisto, Deus é o amigo imaginário dos adultos, aquele que lhe dá uma esperança de melhora, que ele terá misericórdia de você e dará uma recompensa farta, recompensa a qual todos acreditam merecer, Deus dá um amparo que facilmente poderíamos encontrar de outra forma, uma forma bem mais barata por sinal... Deus é o ópio do povo!
Escrito por Danilo às 11h15
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Imigrantes

Desde minha infância, não consegui ter o dicernimento suficiente para compreender a causa dos imigrantes japoneses e seus decendentes mais antigos serem tão reclusos, tão racistas e corporativos. Uma vez que estes saíram de seu país natal desesperados, sem excessões, vieram para uma terra até então desconhecida, com a esperança de obter uma vida melhor, mais digna.
Muitos deles conseguiram de fato uma vida muito mais agradável, uma realidade mais humana daquela que presenciavam no Japão, é evidente que conseguiram se erguer neste país com muita luta e sacrifício.
Então, imaginava eu, como que sendo o Brasil o lugar de onde eles emergiram da miséria, esses imigrantes e seus descendentes odiavam tanto o povo daqui, não podendo em muitas colonias nem cogitar a possibilidade de um "japonês" unir-se a uma brasileira.
A resposta é extremamente simples: orgulho!!!
Os japoneses constituem uma nação extremamente orgulhosa, e esse orgulho foi ferido, calejado, principalmente durante e após a Segunda Guerra Mundial!
Os relatos de meus avós e de outros imigrantes são surpreendentes e chocantes, fala-se muito no fato do brasileiro ser um povo hospitaleiro, acolhedor, mas isso não passa de fachada para turista, é como Gabriel Pensador dizia em sua canção As maiores mentiras do Brasil: "Se o brasileiro é amável Adolph Hitler era um doce, a lei de Gerson é nosso evangelho e não se respeita nem os velhos".
A perseguição, o constrangimento, a humilhação sofrida por esses emigrantes devido a ignorância do povo daqui foi no mínimo absurda.
Em outro oportunidade irei relatar os fatos que comprovam o que eu afirmei supra!
Escrito por Danilo às 09h29
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Amizade
A amizade é sem dúvida parte integrante da vida qualquer pessoa, além de funcionar como uma escola de vida, divertimento, amparo, ela também forma as verdadeiras famílias, uma família verdadeira é formada por pessoas que tem respeito e alegria pela vida um do outro, nem sempre as famílias se criam sobre o mesmo teto!
Os verdadeiros amigos são raros, pra não dizer raríssimos... E ainda assim a nossa vida nos distancia deles, um vai cursar faculdade na capital, o outro em outro estado, cada um tomando seu rumo na vida... Mas a amizade verdadeira permanece, anos após anos.
"A vida nos separa talvez dos nossos companheiros, e nos impede de pensar muito nisso. Eles estão em algum lugar, não se sabe bem onde, silenciosos e esquecidos, mais tão fiéis! Sim, nós temos o hábito de esperar...
Mas pouco a pouco descobrimos que não ouviremos nunca mais o riso claro daquele companheiro, descobrimos que aquele jardim está fechado para sempre. Então começa nosso verdadeiro luto, que não é desesperado, mas um pouco amargo.
Nada, na verdade, substituirá o companheiro perdido. Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantas horas más vividas juntos, de tantas desavenças, de tantas reconciliações, de tantos momentos afetivos. Não se reconstroem amizades. Seria inútil plantar um carvalho na esperança de ter, em breve, o abrigo de saus folhas.
Não é a distância que mede o afastamento. O muro de um jardim de nossa casa pode encerrar mais segredos que a muralha da China, e a alma de uma simples mocinha é melhor protegida pelo silêncio do que o oásis do Saara pela extensão das areias.
Trabalhando só pelos bens materiais construímos nós mesmos nossa prisão. Encerramo-nos lá dentro, solitários, com nossa moeda de cinza que não pode ser trocada por coisa alguma que valha a pena vivier! A verdade para um homem é o que faz dele um homem".
Trecho retirado do livro Terra dos Homens, autoria de Antoine de Saint-Exupéry.
Escrito por Danilo às 07h07
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